Inquérito "Efeito da COVID-19 na Hotelaria" by AHP

A AHP – Associação da Hotelaria de Portugal apresentou no dia 4 de junho a terceira fase do inquérito sobre o efeito da COVID-19 na Hotelaria nacional. Desta vez, e segundo a evolução natural do estudo que estamos a efectuar, o foco deste inquérito foi a reabertura dos hotéis. Começamos por estimar a  adesão às medidas de apoio e ao lay-off, e  de seguida pelas intenções de abertura e perspectivas de reservas para os próximos meses. Também questionamos a adesão ao selo Clean & Safe e perspetivas de perdas de receita e ocupação para o 1º semestre e para o ano de 2020.

Não houve grandes surpresas, 40% das empresas recorreram às linhas de apoio, e cerca de 92%  das empresas recorram ao lay-off. A abertura é feita a  partir de julho para a grande percentagem dos hotéis, no entanto, cerca de 40% destes reabrem com capacidade reduzida. Não há uma intenção de descer os preços fortemente, apontando  para um decréscimo de 20% em média.

No dia 8 de abril a AHP – Associação da Hotelaria de Portugal apresentou os resultados da segunda fase do inquérito sobre o impacto da COVID-19 na Hotelaria nacional. A  primeira fase decorreu entre 2 e 19 de março, e as perguntas, ao contexto da altura, eram focadas nos cancelamentos e na evolução de reservas para os próximos meses. Nesta 2ª fase, os cancelamentos e as reservas deixam de ser relevantes, sendo as questões principais relacionadas com o número de unidades encerradas, a adesão às medidas de apoio do governo, percentagem de funcionários em lay-off, e perspectivas de perdas de receita e ocupação para o 1º semestre.

De um modo geral, as principais dificuldades atuais dos hoteleiros são o cancelamento das reservas junto das OTAs e dificuldades no acesso às medidas de apoio. As respostas foram muito coerentes, com 90% dos inquiridos encerrados em abril, e 35% a assumir que em maio também vão continuar fechados. 94% dos inquiridos vão entrar em lay-off, com 5% ainda em dúvida, com a maioria dos inquiridos a indicar que colocam pelo menos 80% dos trabalhadores em lay-off. As medidas de apoio do governo vão ser aproveitadas por cerca de 75% do inquiridos. 

Esta é uma situação transversal a todo o país, que tem como principais dificuldades, para o ano corrente, a retoma do Turismo, dificuldades de tesouraria e dificuldades em manter postos de trabalho. A incerteza do período em que estamos, nomeadamente a duração da pandemia, é uma incógnita que a maioria dos inquiridos aponta como obstáculo para perceber como reagir a esta situação.

A AHP – Associação da Hotelaria de Portugal apresentou, no dia 12 de março, os resultados do inquérito que se realizou entre 2 e 9 de março juntos dos hoteleiros nacionais, para perceber o impacto que a COVID-19 está a ter na Hotelaria nacional. Os resultados continuaram a ser apurados e o inquérito encerrou completamente no dia 19 de Março. 

A evolução dos dados permitiu perceber que ao longo destas duas semanas a perspectiva dos hoteleiros mudou rapidamente, com cada vez mais hoteleiros a acusar cancelamentos e o número de reservas a diminuir. No final do inquérito, tanto abril como maio já apresentavam uma queda de reservas muito fora do normal com 100% dos hotéis a acusar um impacto muito negativo devido à COVID-19.

Na primeira semana do inquérito, apenas 70% dos inquiridos a nível nacional indicam taxas de cancelamento superiores a anos anteriores. Por regiões, as mais afetadas eram Lisboa e a região Norte, seguidas do Centro, Alentejo e dos Açores. Para os hoteleiros do Algarve e da Madeira o efeito COVID-19 já se fazia sentir, mas ainda assim para menos de 50% dos inquiridos. Como seria de esperar, na segunda semana, já era generalizado o impacto negativo para todas as regiões.

Numa primeira fase de cancelamentos, os principais mercados, e a nível nacional, foram: Itália (principal mercado nos cancelamentos), seguido da China, de Espanha, Portugal e Reino Unido.